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Loures encontra-se referenciada desde 1118, tendo passado a freguesia
por volta de 1150. Antes de Outubro de 1852 pertencia ao 2.º
Bairro de Lisboa, passando ao Concelho dos Olivais e com a extinção
deste, em 1886, tornou-se concelho, por Decreto Régio de
26 de Junho. A povoação sede de freguesia, e do
concelho, foi elevada a vila em 26 de Outubro de 1926 e a cidade
pelo Decreto-Lei nº. 35/90, de 09 de Agosto de 1990.
Em 1600 existiam ainda diversas salinas especialmente em Marnotas,
e a produção terminou, devido à acção
dos elementos erosivos que transformaram toda a área da
lezíria.
Com o comércio do sal, desenvolvia-se o comércio
das frutas, especialmente das laranjas, e produtos hortícolas,
sendo certo que muitos barcos, aproveitando o curso navegável
então existente do rio Trancão, transportavam os
ditos para Sacavém, onde em 1500 chegavam a estar reunidas
50 barcaças para receber as cargas com destino a Lisboa
e outros mercados. Ainda hoje se observam diversas argolas para
prender barcos, carcassas de antigas embarcações,
âncoras e outros artigos semelhantes, quando se limpam algumas
áreas marginais do rio de Loures, o que lembra os antigos
tempos de navegação fluvial.
A cidade de Loures que primitivamente se formou junto à
Igreja Matriz, onde ainda existe um núcleo antigo (Rua
Fria) foi-se a pouco e pouco afastando para a encosta das Alvogas
talvez procurando as margens do rio e antigo cais de embarque
junto à ponte actual. As cheias fizeram a cidade tomar
a sua actual situação.
Para além da sua actividade agrícola e comercial
era esta zona preferida pela população de Lisboa,
principalmente nos séculos XVIII e XIX, como zona de veraneio
como provam as numerosas quintas aqui existentes.
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