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Situada na zona rural do concelho, Santo Antão do Tojal
está numa planicíe cercada de montes pouco elevados.
No centro da vila ergue-se um conjunto arquitectónico,
onde as influências barrocas são evidentes, repleto
de histórias.
A Praça Monumental de Santo Antão do Tojal constituí
um conjunto raríssimo em zonas rurais. Dela fazem parte
a Igreja Matriz, o Chafariz e o Palácio dos Arcebispos.
A Igreja Matriz foi eregida em terrenos pertença da Mitra
de Lisboa. O desenvolvimento paroquial remonta aos anos de 1700,
quando se reconstruiu a Igreja, ampliando-a e enrqiquecendo-a
com um frontespício com três bonitas imagens em mármore
de Carrara, feitas de propósito em Itália. No nicho
superior, Nossa Senhora da Conceição, à direita,
em Baixo, São Bruno e à esquerda a Rainha Santa
Isabel.No interior podem-se apreciar as belas talhas douradas.
O Palácio dos Arcebispos é uma obra magnífica,
de autoria do arqutecto italiano António Canevari, cuja
origem remonta também aos anos de 1700. Um dos elemntos
que mais chama a tenção, pela sua grandeza, são
os belos painéis de azulejos, em que sobressaem , em relevo
e tamanho natural, as figuras dos «porteiros». O tecto
do andar nobre é em masseira, vendo-se num deles, em talha
dourada, o brasão patriarcal. Nos salões pode-se
observar azulejaria decorativa , destacando-se o excelente painel
do salão da música, alusivo às artes e oficios.
Trata-se de um Palácio magnífico, que se tem vindo
a abrir ao público, nomeadamente com a realização
de actividades culturais.
Surpreendente em Santo Antão do Tojal é o aqueduto
do século XVIII. Uma longa arcaria de dois quilómetros,
construída por Canevari em 1728, para trazer água
de Pinteus ao Palácio. Tarta-se de uma obra anterior ao
Aqueduto das Águas Livres. O Aqueduto alimentava duas fontes,
o belo chafariz ao cimo da povoação e o Chafariz
Monumental, disposto ao cimo de uma escadaria de gosto italiano
em barroco, constituído pela pia, tanque e bicas.
Se este núcleo histórico domina as atenções,
destaque ainda para a Quinta das Carrafouchas, onde residiu o
General Junot e para a Quinta de Pinteus, na localidade com o
mesmo nome, com um interior rico de beleza. Nesta Quinta viveu
a escritora Maria Amália Vaz de Carvalho e por ela passaram
Tomás Ribeiro, Castilho, Mendes Leal.
Aliás, para além da sua beleza natural e do seu
rico património, a Santo Antão do Tojal associam-se
nomes de personalidades que marcaram de forma indelével
a história do país. Caso do famoso botânico
Felix de Avelar Brotero ou de Augusto Dias da Silva a quem se
devem a regulamentação do horário de trabalho
e a construção de bairros sociais.
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