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Não se sabe qual a data da origem de São Julião
do Tojal, mas contam que a aldeia foi fundada por um mouro e que,
por volta de 1176, D. Afonso Henriques deu este território
aos frades de S. Vicente de Fora.
No passado, esta freguesia denominou-se Tojalinho e foi igualmente
conhecida por Tojal.
A caminho de São Julião do Tojal, encontramos a
Quinta da Abelheira, um espaço privado.
Os frades do mosteiro de S. Vicente de Fora, da Ordem dos Cónegos
Regrantes de Santo Agostinho, mantivera a posse destas terras
durante vários séculos. Durante esse período,
os frades aforaram parte do território a quem o explorasse,
surgindo, assim, algumas quintas.
O ideal dos frades mudou relativamente à posse das terras,
deixando de as aforar, conseguindo a posse da Quinta dos Arrais.
Mais tarde, em 1750, a troco de benefícios espirituais,
a Quinta da Abelheira passou a ser propriedade dos frades. Como
esta quinta tinha casas de habitação, e ficava contígua
à Quinta dos Arrais, foram ambas agregadas, ficando com
o nome da Quinta da Abelheira.
Com o terramoto de 1755, o mosteiro em Lisboa ficou destruído,
o que fez que os frades se mudassem para a Quinta da Abelheira
onde passaram a viver e a produzir papel.
Em 1834, em consequência das revoluções,
muitas foram as mudanças. De tal forma que, em 1834, e
com a vitória dos liberais, as quintas passaram para a
posse do Estado. Em 1835, porém, foram adquiridas pelo
Conde do Tojal e, por sua morte, foram herdadas por um cunhado
seu, de origem inglesa.
Nos finais do séc. XIX, e na posse da família Grahams,
foi fundada a Fábrica de Papel da Abelheira que se manteve
em actividade até 1970, altura em que foi entregue aos
credores devido ao elevado número de dívidas.
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