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Como paróquia, a freguesia de Sacavém,
já existe desde o século XII. Em 1839 estava integrada
no concelho de Lisboa e, cerca de 1852, passou a fazer parte do
concelho dos Olivais. Em 1886, com a extinção deste
último município, voltou a pertencer ao de Lisboa
e, em 26 de Setembro de 1895, passou definitivamente para o concelho
de Loures.
A capela de Nossa Senhora da Saúde
e Santo André é anterior a 1599, época da
grande peste que dizimou grande parte da população
do Reino, sendo a maioria das vítimas locais sepultadas
nesta capela, por já não existir lugar no adro da
Igreja Matriz. Pensa-se que a capela foi reconstruída em
1700 e posteriormente restaurada, em 1872.
Ainda em Sacavém, sugerimos uma
visita até à Quinta de São José, onde
se pode parar para tomar um café e reabastecer energias
para mais uma caminhada. No século XVII esta quinta era
foreira da Casa de Bragança. O palacete, provavelmente
dos finais do séc. XVII, princípios do séc.
XVIII, tem no exterior uma escada de acesso ao andar nobre. No
seu interior, as salas possuem tectos em masseira e as paredes
estão decoradas com azulejos do séc. XVIII e frescos
de estilo neoclássico. No séc. XIX foi propriedade
do Barão de Pomarinho, sendo adquirida em 1940 pelo engº.
José Manuel Leitão. Em 1986 a Câmara Municipal
de Loures adquire-a para património municipal transformando-a
em Centro de Dia para a terceira idade, escola Pré-Primária
e Centro da Juventude. Dispõe de zonas de lazer, café
com esplanada, piscina para aprendizagem de natação
para crianças e jardim infantil. Nesta quinta também
se realizam alguns concertos.
Sacavém foi reabilitada, usufruindo
agora de um excelente passeio ribeirinho, onde centenas de pessoas
fazem desporto, convivem, passeiam. Destaque ainda para o edifício
onde se situa o Quartel de Adidos, com o Convento das Clarrissas
digno de ser visto.
Muito brevemente, Sacavém vai inaugurar
o Museu da Cerâmica, no local onde, em tempos, se situou
a célebre Fábrica da Loiça.
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